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Música
7 de Fevereiro
21h30
Grande Auditório
Duração 1h00 (com intervalo)
10 Euros
Até 30 anos: 5 Euros.
Preço único


Documentação

OrchestrUtopica
Diques

CICLO PORTUGAL HOLANDA

Concebidos em 1892 como um enorme desafio à natureza, os diques da Holanda, manifestam uma energia contraditória: ao mesmo tempo que contêm e empurram para trás as águas do Atlântico Norte, permitem expandir o território, conquistar e alargar o espaço. Simbolizam um gesto inconformado: a não resignação às imperfeições do mundo, a afirmação do seu domínio técnico e cultural. Esse traço, mesmo que metafórico e simbólico, “ouve-se” e toma parte na nova música da Holanda.
Se se pode dizer que a geografia determina as produções culturais humanas, certamente o carácter da nova música holandesa distingue-se no mosaico europeu e no “estilo internacional” dominante – talvez pelo mesmo traço que marca a ousadia de construir diques, pontes e canais. Uma generalização assim com esta precisão nacional é arriscada, certamente. Por isso, e para lá de uma descrição mais ou menos baseada em impressões e sensações, a escuta da nova música da Holanda permitirá reconhecer a inscrição de vozes e discursos que marcam hoje decisivamente de forma relevante o panorama da nova música.
As ligações entre a nova música dos dois países parece centrar-se em especial nos casos de compositores portugueses que estudaram composição em diferentes escolas da Holanda. António Pinho Vargas, António Chagas Rosa, Amílcar Vasques Dias, Nuno Côrte-Real, Vasco Mendonça, Nuno Miguel Henriques são alguns desses compositores; não é, no entanto, evidente, em todos os casos, uma marca claramente holandesa na sua música.
Não se centrando particularmente numa questão de “escola”, o concerto Diques dá destaque a Michel van der Aa (um dos compositores mais marcantes da nova música holandesa), a Jan van de Putte e ao jovem compositor português, Nuno Miguel Henriques.


Diques

Nuno Miguel Henriques
Elementos

Michel van der Aa
Above (1ª audição)

Jan van de Putte
Es schweigt (1ª audição)


Maestro Cesário Costa
Soprano Monique Krüs
Direcção artística do projecto José Júlio Lopes
Co-produção Orchestrutopica / Culturgest
Produção executiva OrchestrUtopica


If one would consider the hypothesis that geography determines Man’s cultural productions, no doubt the character of young Dutch music is set apart in the midst of the European mosaic and the ruling “international style” – maybe by the same feature that distinguishes the daringness of building dikes, bridges and canals. Naturally, a generalization with such a degree of national specificity is risky. For that reason, and moving beyond any description that is more or less founded on impressions or sensations, listening to new music from The Netherlands will allow us to recognize the presence of voices and patterns that have left a significant mark in the new music scene today.
Without focusing specifically on the issue of “school” affiliation, Diques (Dikes) highlights the work of Michel van der Aa (one of the most outstanding composers of new Dutch music), Jan van de Putte and the young Portuguese composer Nuno Miguel Henriques.