Arquivo

2018


DANÇA
Vera Mantero
As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros
Espetáculo integrado no Alkantara Festival
destaque
© Ernesto de Sousa, oficina do santeiro José Ferreira Thedim, S. José com o Menino (ainda por desbastar), 1968. Película, gelatina sal de prata, P/B, 6x6cm · Coleção Isabel Alves em depósito na DGPC/ADF (pormenor)VER IMAGEM
TER 29, QUA 30, QUI 31 MAIO
Palco do Grande Auditório
21h30 (qui 19h) · Dur. 2h30 (aprox.)
13€ · Jovens até 30 anos e desempregados: 5€
M14
O espetáculo utiliza luz estroboscópica.
Com legendas em inglês.
Informações
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Ticketline
Reservas e informações:
1820 (24 horas)
Pontos de venda: Agências Abreu, Galeria Comercial Campo Pequeno, Casino Lisboa, C.C. Dolce Vita, El Corte Inglés, Fnac, Megarede, Worten e www.ticketline.sapo.pt
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Direção artística Vera Mantero Interpretação e co-criação Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas e Vânia Rovisco Assistência Inês Cartaxo e Tiago Barbosa Apoio à investigação Isabel Alves e Paula Pinto* Espaço e elementos cénicos André Guedes com a equipa Som e objetos sonoros João Bento Desenho de luz e direção técnica Hugo Coelho – Aldeia da Luz Realização e edição Vídeo Hugo Coelho Captação de imagem Hugo Coelho e Paulo Quedas Figurinos Carlota Lagido Apoio à execução de adereços Rita Rosa Pico Produção O Rumo do Fumo com o apoio da Fondation d'Entreprise Hermès no âmbito do programa New Settings Coprodução Alkantara Festival e Teatro Municipal do Porto Apoio Câmara Municipal de Lisboa Agradecimentos Centro de Estudos Multidisciplinares Ernesto de Sousa, Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC / ADF), Bienal de Cerveira, 23 Milhas - Fábrica das Ideias da Gafanha da Nazaré, Casa Branca, Casa da Cultura da Trofa, DeVIR/CaPA, Doclisboa, Fundação de Serralves/Paula Fernandes, Museu Nacional de Etnologia, Museu Municipal de Esposende, Museu de Olaria, Ana Baliza, António Thedim, Augusto Manuel de Azevedo Ferreira, Daniel Worm, Francisco e Manuel Joaquim Esteves Lima (irmãos Mistério), Hugo Canoilas, João Fiadeiro, João Vieira / Biblioteca de Arte e arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, Júlia e António Ramalho, Julião Sarmento, Manuel Fernando Neto, Manuel Rosa, Mário Cabrita Gil, Nuno Gonçalo Santos, Rosa Côta e Zacarias Thedim
O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/ Direção-Geral das Artes
* Investigação feita a partir da exposição Ernesto de Sousa: A mão direita não sabe o que a esquerda anda a fazer... com curadoria de Paula Pinto para a XIX Bienal de Cerveira (2017).

Entre 1966 e 68, Ernesto de Sousa (1921-88), um artista multidisciplinar, curador, realizador e crítico de arte, próximo do movimento Fluxus, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer um levantamento fotográfico, à escala nacional, da escultura portuguesa de expressão popular. Fotografou trabalhos e entrevistou artistas de norte a sul do país, demonstrando um interesse semelhante ao que outros pensadores e artistas da sua geração desenvolveram por "uma outra História da arte" ou até "anti-arte".

Paula Pinto, historiadora de arte e pesquisadora deste arquivo, abordou a coreógrafa Vera Mantero e propôs-lhe desenvolver uma apresentação performativa em torno deste material. Mantero viajou para alguns dos destinos visitados por Ernesto de Sousa na sua viagem original, estudando as questões levantadas por este arquivo e iniciando em torno deste uma "pesquisa através do corpo e da ação".

As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros é o que Ernesto de Sousa dizia procurar na arte popular. Uma arte na qual ele reconhecia a existência de autores e não apenas formas tradicionais transmitidas, uma arte de soluções formais em vez de simples repetição de padrões.

Como habitualmente no seu trabalho, Mantero explora imagens, objectos e textos, além de materiais puramente coreográficos. Aqui, olha não só para os estudos de Ernesto de Sousa em torno da arte popular como também para o impressionante trabalho intermedia de Sousa, cartografando as ligações possíveis (e impossíveis) entre arte popular e erudita, arcaica e contemporânea.

From 1966 to 1968, Ernesto de Sousa undertook a photographic survey of Portuguese popular sculpture, interviewing artists and showing an interest in "anti-art". The art historian Paula Pinto proposed a performance based on this material to the choreographer Vera Mantero, who visited some of the places in the survey, conducting a "research through body and action" based on Ernesto de Sousa's archive. Ernesto de Sousa recognized in many popular art works an artistic practice that provided new formal solutions instead of simply repeating traditional patterns; Vera Mantero explores possible links between popular and erudite art.